MOBILIZE

Quando estamos à frente de um ideal nos encontramos em uma posição solitária. As concessões, os trade-offs, o investimento físico, emocional, mental, financeiro estão no débito automático porque somos impulsionados por uma intensa chama mobilizadora: o nosso propósito.

Estamos dispostos a arriscar; ao olhar dos outros. Para nós, o risco real é não fazer o que nascemos para fazer, não colocarmos nossos talentos à serviço de produzir, criar, tangibilizar o que só nós fomos capazes de ver. Não seguir em frente é assumir a responsabilidade pelos dias cheios de nada, a não ser frustração, que estão por vir e nos conformarmos em desperdiçar nosso conjunto singular de competências/percepções/aspirações.

Mas, quem mais pode apostar seu tempo e energia àquilo que é admirável, mas tão desafiador? Quem pode me acompanhar em uma estrada de solavancos, atoladas, desvios e ainda achar tudo isso estimulante, pois estamos em uma aventura de desfecho incerto, mas que nos provoca a desenvolver competências, resolver problemas, tomar decisões, fortalecer laços de cumplicidade e evoluir como seres humanos, chegando ou não ao destino?

Se não soubermos mobilizar pessoas, ninguém fará essa walk of life ao nosso lado. O desconforto e a insegurança não compensam a promessa do que podemos conquistar. 

Os ventos da mudança: a era do protagonismo

Como sociedade e economia estamos ganhando maturidade na valorização do indivíduo e da sua necessidade de compreender seu papel e importância no mundo. Nasce a cultura human centered e os resultados coletivos obtidos ao estimular protagonismo e colaboração têm sido sem precedentes.

Mais e mais pessoas querem empreender ou fazer parte de algo que realmente tenha importância no mundo de acordo com os seus valores. Dinheiro é importante, mas insuficiente para estarmos saudáveis e com brilho no olhar.

Então, o líder de causas e projetos nunca encontrou um solo tão fértil para multiplicar sua rede de parceiros, uma vez que as pessoas estão mais suscetíveis ao risco da mudança, cansadas de um estilo de trabalho-vida sem sabor, nem perfume, nem cor alguma. 

Aprendamos a ofertar isso às pessoas e a mobilizar ações de impacto positivo no mundo como consequências de um conjunto de vidas reunidas em colaboração, foco e identificação.

Como mobilizar pessoas e causas?

  1. Encontrar pessoas em ressonância com as suas aspirações: Se divulgar, comentar, reunir-se aos amigos e colegas, dividir o que tem em curso e em mente. O marketing ganha para mim a expressividade no encontro de novos parceiros, inflamados pela vontade de fazer parte do que venho construindo;
  2. Comunicar sua visão, os milestones e as possibilidades para quem já está dentro da aventura. Uma pequena ressalva com uma reflexão recente: Sinto que preciso comunicar o suficiente para que possamos dar o próximo passo. “Suficiente”se traduz nas informações mais detalhadas sobre o projeto, mas também sobre um futuro possível e atingível para manter a motivação em máxima frequência. Se eu comunicar TUDO o que sonho para minha empresa, vou espalhar a rodinha;
  3. Auxiliar na identificação e na celebração do papel único de cada indivíduo na big picture: as pessoas querem saber que seu tempo e esforço têm impacto, é reconhecido, é necessário. Notoriedade trata-se de uma reafirmação de pertencimento e significado.
  4. Treinar as pessoas em tomada de decisão (não são empregados; são parceiros de negócio): tratar as pessoas como crianças dizendo exatamente o que devem fazer e como criará uma multidão de dependentes, inseguros e descomprometidos com os resultados. Na medida ideal, provoque a resolução do problema e cultive o intraempreendedorismo. Não apenas é uma ferramenta poderosa de retenção dos melhores talentos, mas também de performance. Decisores sentem os estímulos do mercado/cliente/fornecedor e respondem imediatamente com uma ação alinhada aos valores dessa companhia. Não precisam acessar a escada da hierarquia burocrática e preguiçosa, que torce para as horas passarem em suplício de alforria e respondem seu e-mail de acordo com SLA.
  5. Sedimentar cultura organizacional co-construída e abraçada por todos: como tomamos decisões, como gerenciamos conflitos, no que acreditamos, como nos relacionamos e construímos conhecimento. 
  6. Repita. É um processo iterativo, orgânico, interminável, adaptativo.

Vamos tomar um café?

Nome*

Karina Tarabay

Estamos Online

Karina Tarabay
Olá, precisa de ajuda?
Envie sua mensagem.

FRIDAY’S HIGHLIGHTS

Receba dicas, artigos e vídeos sobre lifestyle design, gerenciamento do stress, inteligência social e emocional, empreendedorismo e inovação toda sexta-feira em seu email. Esses são alguns dos temas que estarão presentes na nossa comunicação.

Check*