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| Por Karina Tarabay |   Nossa consciência está aqui e ali, espalhada em milhões de fragmentos provocando efeitos que…Leia mais.

| Por Karina Tarabay |

 

Nossa consciência está aqui e ali, espalhada em milhões de fragmentos provocando efeitos que sequer tomamos conhecimento. Vantagem ou não, afinal nem sempre nossos pensamentos encontram nossas aspirações, essas consequências são proporcionais ao tamanho dessas frações; na maioria das vezes pequenas e frágeis. Uma mente destreinada, portanto, é também menos poderosa para interferir em seu próprio caminho.

Quando convergimos todos esses fragmentos de consciência em um só ponto, tornamos essas milhões de porções de intenção em algo mais denso; condensamos pensamento em realidade concreta com intensidade. É a famosa ideia fixa. Quer-se tanto algo que o pensamento está embebido na causa constantemente e, naturalmente, os acontecimentos começam a favorecer aquele objetivo.

É comum que isso aconteça de forma involuntária e por vezes indesejada. Surgem aqui os azarados, as somatizações e os andarilhos errantes. É preciso tomar consciência desse processo e educar a mente para trabalhar a favor das nossas escolhas.  Comunicar ao corpo e a natureza para onde estamos conduzindo nossa existência significa amadurecer como ser humano, desenvolvendo uma habilidade tão importante quanto falar e escrever.

Ignorar a capacidade de concentração é o mesmo que estar dentro de um Porsche, no banco do passageiro, sem ninguém ao volante. Tornamo-nos uma máquina orgânica  desgovernada, trombando em outras, atropelando pedestres, rodando em círculos, inscientes de todo o nosso potencial e responsabilidade.

Mentalizar o futuro não é apenas boa intenção; é técnica e ferramenta de construção da realidade. Devemos torna-la um hábito tão necessário quanto escovar os dentes. Outra lição de casa urgente é observar os pensamentos constantemente e descobrir se são coerentes com as suas aspirações. Com persistência e de forma sistemática proponha-se a conduzi-los e reconduzi-los para a direção certa, até que enfim estejam educados e potentes.

Se individualmente somos capazes de condensar pensamento em realidade particular, juntos podemos construir um futuro ainda mais grandioso. Estamos no mundo da ideias conduzindo com mais ou menos intensidade o destino de todos. Catastrofizar a sorte do país ou até mesmo do planeta, cria um futuro possível e triste para todos. E o contrário também é verdade: visualizar (e agir de acordo, claro) um horizonte próspero, de aprimoramento da nossa sociedade, edifica uma possibilidade real nesse sentido. Longe de sermos ingênuos ou alienados, sejamos parceiros na concretização da nossa evolução coletiva ao reunir nossos esforços e pensamentos nessa direção.

Inerente à nossa vontade fazemos parte da construção da historia uns dos outros. Quando você escolhe reclamar, desesperançar, subestimar a capacidade de progredir do ser humano, todos pagamos por isso. Alimentamos o inconsciente coletivo com a informação à natureza de que não queremos evolucionar e, assim, ela nos atende.

Fique registrada uma ressalva importante: criticar construtivamente e debater melhorias, não entram na categoria reclamar ou desesperançar, mas o oposto disso. É buscar efetivar as transformações necessárias para o crescimento de todos.

Enfim, encontremos na reeducação da mente a chave para sermos senhores da nossa história. E que possamos alimentar as certezas do nosso amadurecimento como espécie, nos encontrando em pensamento; aliados, anônimos, reunidos em ideais, construtores da sociedade que sonhamos e merecemos.

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